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Práticas de sustentabilidade

Pedro d’Orey

Sócio fundador da QuartoSala

Pedro d’Orey
Para uma empresa de projetos de Design de Interiores como a QuartoSala, o tema da sustentabilidade é não só um desafio interno, mas também uma questão de comunicação e posicionamento.
Todos sabemos a enorme responsabilidade que temos enquanto designers de interiores em ser parte de um processo que terá como objetivo alterar a mentalidade do consumidor, e também repensar uma série de práticas obsoletas que nada contribuem para a mudança.
Pensamos que parte da mudança para a sustentabilidade está nas mãos do consumidor, e outra parte na regulamentação oficial de toda a cadeia de produção.
Para nós QuartoSala sabemos que todo o nosso investimento deve ser feito em formar o cliente, e promover uma consciencialização sobre boas práticas de consumo. 
A nossa experiência com marcas de design de mobiliário italianas de alto padrão como a Minotti, B&B Italia ou Poliform, tem-nos mostrado que tem havido um acelerar da mudança de mentalidades quanto aos processos de sustentabilidade relacionados com a produção e a seleção dos materiais. Mas o que realmente mudou na atitude das marcas de luxo de design em geral foi a preocupação em informar melhor o consumidor sobre as suas práticas de sustentabilidade muito impulsionados pela pressão que sentem por parte do mercado.
Nunca a nossa responsabilidade como designers e prescritores foi tão importante para a consolidação desta alteração de mentalidades tão necessária. Somos nós, designers, e arquitetos que estamos entre as marcas e o cliente final e é imperativo filtrar toda esta informação que nos é fornecida sobre cada equipamento ou marca, de modo a que o cliente não se perca num ‘mar de argumentos’ comerciais que possam tentar iludi-lo.Só com informação válida o cliente poderá tomar boas decisões de compra e ter a certeza de estar a fazer parte de um processo de alteração de mentalidades. Mas não basta garantir as boas práticas de produção. Também ao nível dos modelos de marketing e da promoção do produto há muito caminho a fazer.
Por exemplo, na gigantesca feira de Milão, que a QuartoSala visita anualmente, são criados stands para durar apenas seis dias. Empresas como a Minotti têm vindo a repensar este modelo dando uma segunda utilização a estas instalações efémeras transformado-as em "sets” de filmagem para filmes promocionais da própria marca que teriam que ser montados posteriormente. 
O facto de o fazer no decorrer da própria feira de Milão, durante o horário noturno, é exemplo de uma segunda utilização de um espaço efémero, transformando uma ação de marketing que à priori seria pouco sustentável em algo menos reprovável. 
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