Arquiteto Jaime Coutinho

“Design for lifestyles”

Jaime Coutinho

Depois de terminar o curso, foi convidado para assumir o cargo de Diretor de Planeamento e Projetos do Vale do Lobo. Nos dez anos que integrou os quadros do resort, angariou experiência e contactos para que a vontade de exercer arquitetura de uma forma independente se manifestasse. Jaime Coutinho abriu, assim, o seu gabinete de arquitetura em 1989, mas continuou ligado ao resort algarvio com um vínculo de consultadoria por mais dez anos. As solicitações no gabinete tornaram impossível a atividade paralela e, em 1999, abandonou o vínculo com o Vale do Lobo, nascendo, assim, a Jaime Coutinho Arquitectos (JCA). Hoje em dia, além dos técnicos, a equipa é formada por cinco arquitectos e em breve o gabinete será expandido para dar mais capacidade de resposta, porque «ao longo de um extenso percurso de grande coerência e solidez profissional», o JCA «alcançou uma posição de destaque no mercado local».


O que o levou à criação do gabinete JCA?
Durante o período em que fui Diretor de Planeamento e Projetos do resort turístico Vale do Lobo, com a experiência e contactos adquiridos, foi crescendo a motivação para o desenvolvimento da prática profissional de uma forma independente. No início de 1989, decidi então abandonar o meu cargo no resort para abraçar a atividade privada. Iniciei a solo a Jaime Coutinho Arquitecto. Entretanto, pouco tempo depois, fui convidado para continuar ligado ao resort, tendo estabelecido um vínculo de consultadoria, que se manteve por mais dez anos. Em 1999, não conseguindo mais conciliar, abandonei definitivamente o vínculo para me dedicar a tempo inteiro à atividade do gabinete. Nessa altura, nascia a Jaime Coutinho Arquitectos, uma vez que no seu corpo técnico já integrava mais dois arquitetos, culminando com os cinco arquitetos que atualmente formam a equipa, em conjunto com outros técnicos.

Qual o poder transformador da arquitetura de uma casa na vida de quem a habita?
Numa abordagem séria e algo pragmática, a casa deve ser entendida como o ‘santuário’ de quem a habita. Na minha perspetiva, a casa, antes dos aspetos ligados à estética, tem de se subordinar primordialmente às necessidades de ordem funcional dos usuários, por forma a cumprir o seu crucial papel de garantir um ambiente de bem-estar e conforto, em plena e total harmonia com o modus vivendi dos mesmos. É nesse sentido que a JCA usa como lema "desenho para estilos de vida” – "design for lifestyles”. 

Há alguma linguagem, transversal a todos os projetos, que seja ‘imagem de marca’ do JCA?
Se tivéssemos de definir numa palavra essa linguagem transversal a todos os projetos, ou a ‘imagem de marca’ da JCA, diria ‘temperança´.

"A casa deve ser entendida como o ‘santuário’ de quem a habita”

Em que medida a expansão no setor da construção civil influencia o gabinete?
A capacidade de resposta às demandas é a principal preocupação do momento. Como efeito imediato, após um período de admissão de mais elementos para o corpo técnico, vamos iniciar obras de expansão do gabinete, duplicando assim o espaço disponível.

Prefere desenvolver um projeto de reconstrução ou de uma estrutura nova? 
Não lhe sei responder. Ambos os projetos proporcionam desafios diferentes e, como tal, estímulos diferentes.

O JCA está mais voltado para o mercado residencial. Porquê? 
Não se trata de uma opção. É o resultado natural do percurso profissional, em que sempre predominou a vertente residencial. No entanto, desenvolvemos em paralelo projetos de diferentes valências, tendo já remodelado por duas vezes os quartos e algumas áreas sociais do Hotel Penina, projetámos a nova igreja de Almancil, inaugurada há cerca de um ano, está em curso a obra de um Centro Paroquial em Almancil, projetámos também vários restaurantes e bares, entre outros.

Há algum projeto que possa destacar por ter tido desafios acrescidos?
Destaco a nova igreja de Almancil, por motivos óbvios. Por solicitação da Paróquia, o projeto deveria inspirar-se na pequena, mas icónica e bela Igreja barroca de S. Lourenço, o que respeitámos, embora com uma linguagem de modernidade, sobretudo no interior.

Que objetivos pretende o JCA alcançar num futuro próximo?
O principal objetivo é manter a posição de destaque no mercado local, granjeada ao longo de um extenso percurso de grande coerência e solidez profissional.